1. Núcleo Educacional Irmãos Menores Francisco de Assis – NEIMFA

O Neimfa atua há mais de 20 anos na comunidade do Coque, destacando-se pelo trabalho de formação humana e educacional pautada pelos eixos da Cultura de Paz e do Holismo, baseando-se na prática da não-violência através da solidariedade, da cooperação e de respeito aos direitos humanos. Atualmente, as principais ações do Neimfa são a cooperativa de reciclagem Cores do Coque, o curso de Formadores Holísticos, o Grupo de Gestantes, a Formação em Valores Humanos, a Casa da Criatividade e o projeto de extensão universitária da UFPE Coque Vive. A partir de uma parceria com o Departamento de Comunicação Social da UFPE, a ONG acolheu a produção de um jornal sobre o Coque escrito por universitários e jovens da comunidade, que ganhou o prêmio Caixa na categoria Jornal Universitário em 2007. A partir desse contato e do interesse dos próprios moradores em discutir a comunicação e novas representações sociais do Coque na grande mídia, foi formado o Núcleo de Comunicação de Jovens do Coque, cuja intenção era promover capacitações e provocar um outro agendamento do Coque na mídia, baseados em valores e práticas pregados pela Cultura de Paz.
2. Projeto Coque Vive – UFPE
O projeto Coque Vive designa um conjunto de ações realizadas, desde 2006, pela Universidade Federal de Pernambuco numa comunidade estigmatizada no Recife como uma das mais violentas da capital. Programas de rádio e TV referem-se, com naturalidade, à “gente perigosa do Coque” e, nos jornais locais, o bairro já foi apresentado até como a “morada da morte”. Moradores do bairro testemunham que a simples menção à palavra Coque no currículo reduz suas chances de conseguir um emprego. Com o objetivo de romper essa lógica de exclusão, todas as intervenções do Coque Vive têm sido orientadas pela preocupação em transformar as representações sociais do bairro dentro e fora da comunidade. O projeto tem atuado junto aos jovens do bairro oferecendo cursos de formação crítica e oficinas de capacitação para o manuseio técnico-expressivo das mídias. Busca-se por meio dessa formação, crítica e técnica, estimular o surgimento de estratégias de comunicação alternativas capazes de ofertar novos conteúdos sobre o Coque produzidos, agora, pelos seus próprios jovens (jornal comunitário, fanzines, vídeos, fotos, blogs etc.). O projeto Coque Vive tem possibilitado também a realização de eventos que problematizam as representações sociais do Coque por meio de exposições e exibições, intervenções e instalações, seminários e debates.
Todas essas ações, reunidas sob a denominação Coque Vive, fazem parte de projetos e programas apoiados pelos ministérios da Educação e Cultura através da Pró-reitoria de Extensão da UFPE. Participam do projeto alunos e professores dos departamentos de Educação, Ciências Sociais, Administração e Comunicação Social, sendo este último responsável pela coordenação das ações.
3. Frei Aloísio Fragoso
A Assembléia Legislativa de Pernambuco concedeu o título de Cidadão de Pernambuco a Frei Aloísio por sua história de vida e atuação social na região. Sendo o Ministro Provincial da Ordem Franciscana em Recife e Olinda, a vida do Frei esteve muitas vezes conectada com a de Dom Hélder Câmara e outros expoentes da Teologia da Libertação no estado. Este ano, Frei Aloísio completou 30 anos de atuação na comunidade do Coque.
4. MABI – Movimento Arrebentando Barreiras Invisíveis : Coletivo de jovens do bairro
5. Alguns colaboradores
- Flávia Suassuna
Mestra em Teoria da Literatura pela UFPE, tem experiência com a prática de ensino há mais de 30 anos, sendo hoje uma das mais importantes e bem conceituadas professoras do Recife. É também escritora e ganhadora de diversos prêmios literários, com três romances publicados. Aprovada em concurso público para provimento do cargo de técnico em assuntos culturais da Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ) em 4º lugar – 1989. É professora de Literatura e Redação no GAME (Grupo de Aulas de Matérias Específicas) – preparatório para o vestibular.
- Raimundo Carrero
Pernambucano da cidade de Salgueiro, viveu no Recife desde a adolescência, formou-se em Jornalismo e atuou no Conselho Municipal de Cultura durante oito anos. Também participou do Movimento de Cultura Popular e até 1998, foi presidente da Fundação de Patrimônio Artístico e Histórico de Pernambuco (Fundarpe). Nunca quis sair de seu Estado de origem, tornando-se um escritor verdadeiramente da região. Entre outros prêmios, recebeu o Machado de Assis, pelo romance Somos Pedras que se Consomem (1995) e o Jabuti pelo livro de contos As Sombrias Ruínas da Alma (1999).
- Antônio Guinho
Formado em psicologia, tem vasta experiência na área de educação. Trabalhou na concepção e produção de diversos vídeos educativos e ocupou o cargo de professor universitário na FAFIRE, UNICAP e IPE. Como escritor, publicou cinco livros infantis e montou cinco peças de grande sucesso, entre elas “Hipopocaré, o Rei da Galhofa”, e “Picolé de Manga Rosa”, tendo recebido o Prêmio Nacional de Dramaturgia do Ministério da Cultura. Atualmente é coordenador do Centro Rio Ganges situado no bairro dos Coelhos em Recife, onde realiza o curso Oficina de Textos, entre outras coisas.
- Josessandro Andrade
Professor da rede estadual, poeta popular natural de Sertânia(PE). Participou de diversas coletâneas como Abismos Azuis, A gramática do Cordel e Novos poetas – cadernos populares da Fundação de Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). Em Sertânia, onde vive, recebeu três vezes o prêmio de melhor texto no Festival de Teatro Estudantil pelas peças Diário de um poeta de água doce, O grito da Terra e A fome de cada um – a miséria de todos nós.
- Yvana Fechine
EX- Repórter da TV GLOBO e das principais emissoras da região nordeste, a professora Yvana hoje é umas das maiores estudiosas do Brasil na área de tevê, documentário e telecinejornalismo sendo a análise da produção de Guel Arraes o seu atual objeto de pesquisa. Foi coordenadora do Comitê de Avaliadores Voluntários do Projeto Selo Unicef (programas de rádio) e é professora doutora do Departamento de Comunicação Social da UFPE, onde exerce a coordenação do projeto de extensão Coque Vive.


