Encontro de Mães do Coque

Nesta quinta-feira, dia 02 de abril, o grupo de mães da Biblioteca Popular do Coque vai realizar seu terceiro encontro. Do grupo participam, como facilitadoras dos encontros, além de mães de crianças que frequentam ou pretendem frequentar a Biblioteca, duas monitoras do projeto Coque Vive (Lia e Roberta) e uma educadora da atividades infantis da Biblioteca (Fabiana).

O grupo de mães foi formado com o simples objetivo de reunir mulheres, mães, moradoras de um mesmo bairro para conversar sobre os temas mais diversos, relacionados a seu cotidiano. O papel das facilitadoras é colocar as questões particulares e coletivas em diálogo a fim de que possamos construir uma rede de sustentação emocional e eventualmente econômica, que melhore as nossas relações em todas as direções.

No primeiro encontro, no dia 04 de março, três mães compareceram (Arlete, Rosalva e Márcia). Já na rodada de apresentação, três questões foram levantadas: uma mãe tinha vontade de aprender a ler; outra queria montar um cabelereiro; outra gostaria que seus netos tivessem um lugar seguro e educativo para passar o turno oposto ao da escola. Além de ouvir as demandas, a tarde foi dedicada à esclarecer o propósito do encontro e a importância da conversa. Todas as três mulheres mostraram interesse em continuar com os encontros, mesmo sem perspectivas muito claras.

O segundo encontro aconteceu no dia 19. Mais três mães apareceram: Dona Maria José, Cleide e Nazaré. Nesse dia convesamos sobre “a relação com a comunidade”. As três mulheres falaram bastante sobre a discriminação da populaçaõ da cidade em relação ao Coque, observando que este é um lugar bom de se viver e que as pessoas precisam perceber que existe “gente direita aqui dentro” (fala de Dona Maria). Cada mulher tinha sofrido ao menos uma vez discriminação por ser morador do Coque.

Nesse mesmo dia foi lido um pequeno trecho de um texto do Lama Padma Santem sobre cultura de paz, que segue. No encontro dessa semana, o texto será relido e discutido.

Se criarmos condições favoráveis para os outros seres, estabelecemos relações satisfatórias; então surge felicidade para nós. Por outro lado, se nós exercemos ações ásperas, negativas, agressivas com os outros seres, nós não conseguimos construir uma civilização, porque uma civilização não é construída pela agressão mas pela coordenação surgida a partir de uma aspiração de paz e harmonia entre as pessoas e seu mundo. Nenhum ato corrupto e agressivo constrói relações positivas, e portanto, não produz felicidade e segurança, conseqüentemente não produzirá uma cultura sustentável, não importa o quão poderoso seja.

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