Marcas da violência

Gostaria que não falássemos de violência aqui. Afinal, todos os rádios e TVs já se encarregam de marcar o Coque com o estigma da violência. Gostaria que falássemos apenas das lições de solidariedade, dos exemplos de vida, das manifestações de boa vontade, da alegria das crianças. Mas, as vezes, a violência invade sem ser chamada. E deixa suas marcas.

Na noite desta quinta, 15, houve troca de tiros entre gangues na rua da Biblioteca. Uma jovem foi ferida de raspão. As crianças viram tudo: estavam lá, brincando. Hoje, 16, estavam agitadas, dispersas, falando todas ao mesmo tempo… Alguns contavam o que se passara como se fosse um animado filme que tivessem visto na TV. Outros estavam calados, quietos demais para o seu costume.

Falamos sobre isso um pouco. Mas há, também, outras violências, pequenas, sobre as quais é preciso falar. Uma criança que é espancada. Um pai, ou irmão, que acredita que é assim que vai conseguir disciplinar seu filho e impedir que ele enverede pelo mesmo caminho que ele um dia seguiu. Crianças que resolvem tudo na tapa, ou no grito. É a violência que deixa suas marcas em uma comunidade que se esforça para se livrar dela.

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