Natal de Livros

Dezembro é um mês difícil para a Biblioteca do Coque.

Como falar de histórias quando as crianças vem em busca de presentes?

Como falar de livros quando as crianças vem em busca de brinquedos?

Desde o início do mês, fizemos questão de deixar claro: este ano, nosso Natal seria de livros. E, por conta disso, muitas crianças deixaram de escrever suas cartinhas: preferiam ficar sem nada a ganhar apenas um livro.

Muitas crianças preferiram ir com a família para o sinal, esperar que algum papai Noel de carro as desse um brinquedo ou enchesse sua caixinha de Natal.

Mas há exceções: Vitória, Elisa, Thuana, Ester, Estefânia, Karol, Alice, Aline, Patrick, Alexandra e tantas outras que ficaram conosco na Biblioteca. E, durante os dias que antecedem o Natal, ouviram histórias como “O Gigante Egoísta”, de Oscar Wilde; “Um sonho de Natal”, de José Américo de Lima, “Para onde vai a quinta-feira”, de Stephen Michael;   “Pedro e Lua”, de Odilon Moraes; “Baile do Menino Deus”, de Ronaldo Correia de Brito… Livros cujo tema era a solidariedade e o cuidado, com o outro, com a vida, com a natureza… Durante os dias que antecedem o Natal, as meninas brincaram de dançar pastoril: Elisa e Martinha no cordão encarnado; Karol e Alexandra no cordão azul; Ester como Diana; Vitória e Thuana de borboletas. E, mesmo com muito improviso, fizeram bonito no dia da festa.

A festa aconteceu no último sábado, 17. Como de costume, cada padrinho recebeu sua cartinha. Mas, desta vez, apenas os livros eram permitidos. Por conta disso, algumas crianças não ficaram muito satisfeitas. Outras saíram felizes, como a pequena Estefânia, de 03 anos, que pediu um livrinho de Papagaio e sorria feliz, olhando as gravuras do papagaio, da baleia, do cachorro, que enchiam as páginas de seu livro-presente. Ou o adolescente Joel, aprendiz de marinheiro, que pediu um livro sobre a marinha e fez seu padrinho procurar bastante nas livrarias por aí afora. Acabou encontrando um sobre descobertas e invenções, que agradou bastante o pequeno leitor.

Mas, antes dos livros-presentes, teve poemas. Josafá leu uma poesia de Marco Pólo. Alice leu um poema de Alberto da Cunha Melo. Aline leu um poema de Jomard Muniz de Brito. E teve historinha: “O príncipe feliz”, de Oscar Wilde. E Betânia falou sobre o sentido da festa e todos repartiram um pedaço de pão. E as meninas dançaram pastoril. E vieram os livros, o lanche e um dia, talvez, todas as crianças saiam satisfeitas ao receberem um livro, ao invés de um brinquedo.

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