Salve, salve as Fuxiqueiras do Coque!!!

Sandra Barros, nossa arte-educadora, tem motivos de sobra para estar felicíssima com o trabalho que vem realizando com as mulheres da comunidade. Na última sexta, chegou mais uma: Maria Lourenço Barreto, 85 anos. Foi tratada com carinho por todas as outras treze fuxiqueiras que, cada vez mais, aumentam sua integração. Já marcaram até um almoço para o dia da mulher: quinta, 8 de março. Elas mesmas se dispuseram a fazer tudo: cada uma levará um prato e… nada de homens! Deixemos que a própria Sandra faça seu relato:

 

“Alguns minutos após iniciar o trabalho com as mulheres, entra Laís, de braços dados com uma senhora bem vestida, cheirosa, de cabelos longos e branquinhos como a neve. E me fala: professora essa é minha avó, ela veio para aprender artesanato.

Fiz as honras da casa, bastante emocionada com seu abraço forte, seguro e abençoando todas nós. Presença marcante ao nosso grupo, as mulheres pegram-lhe a cadeira, tratavam-na por vó, mostravam-lhes os trabalhos. Muito simpática, ela sorria e contava suas histórias sobre o fuxico que confeccionara na mocidade. E neste clima de festa e contação de histórias, concluímos os trabalhos. Ao perguntar seu nome e idade, ,me respondeu alto e em bom tom: Maria Lourenço Barreto, 85 anos e única na cidade do Recife.

Enquanto isso, outras três mulheres começavam a organização de um almoço para o dia 08, em homenagem ao dia Internacional da Mulher. Dona Maria (vó), como convidada especial, não precisava trazer nada. Neste momento, me afastei um pouco e passei a observar: as brincadeiras, os sorrisos, a interação, a paz que existia naquele momento entre elas. Só voltei a mim, quando a voz firme de Maria Creuza me perguntou o prato que eu iria fazer para o almoço. Confesso que ainda tentei transformar este evento para uma coisa mais simples, mas todos os meus argumentos foram superados, ficando o almoço marcado para o dia 08 às 13h00min.

Rafael, em um dado momento, entrou na sala falando que já estava dando fome de tanto ouvir falar em comida. Elas olharam para ele e responderam: – Rafael, estamos falando do nosso almoço na quinta-feira e homem não entra, lhe daremos um prato de comida e vamos fechar a porta. Riram e estavam felizes… Pude perceber o brilho em seus olhares…  Para mim, que estava como espectadora, foi muito emocionante. Ao mesmo tempo, passava em minha mente cenas de um filme não tão distante de brigas e trocas de ofensas entre algumas mulheres do grupo…  E hoje, estavam trabalhando e interagindo juntas na organização de um evento em homenagem a elas mesmas…” (Sandra Barros)    

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